15 de outubro de 2010

LUZzzzzz

E quando paro pra pensar nas coisas que o mundo tem me oferecido, e naquelas em que eu tenho oferecido a ele, eu simplesmente olho pro céu e observo as estrelas. Quão grande és tua imensidão e seu labor, pois iluminar tantas vidas ao mesmo tempo, é ,de fato, uma tarefa de muita grandiosidade. Enquanto eu, ser humano, por assim dizer, tento a todo dia (às vezes sem sucesso) iluminar meu próprio caminho. E nem esse eu consigo de maneira completa, ainda mais os outros que por aí estão! Queria eu ser como uma estrela do céu, por menor que esta fosse dessa maneira sim poderia dizer que ofereço algo ao mundo!

I. RR _Gu_AR

Ando pela rua
Levanto e vejo a Lua
Surpreendo-me com
Sua imensidão,
Sua luz me traz emoção!
Viajo no caminho das estrelas,
Suspiro... E sei lá,
Realmente meu forte não é rimar!
Nem as linhas eu sigo,
Sou meio irregular!

Adianta?

Queria eu viver em vão,
Mas logo vem a imagem de um irmão,
Queria eu, viver só pra mim,
Mas assim o mundo chega ao fim,
Pois, de quê adianta viver sozinho,
Quando o mundo é um moinho?
De quê adianta fama, poder e dinheiro,
Quando a fome é algo tão certeiro?
De quê adianta um carro caro,
Enquanto o semáforo estiver fechado?
De quê adianta ir embora,
Quando o mundo te ignora?
De quê adianta sorrir,
Se há tanta gente sem lugar pra dormir?
De quê adianta viver,
Se, quando olho ao meu redor,
Só vejo gente a sofrer?
De quê adianta?

Pós Scriptium

E então, percebo que há, ainda, uma folha em branco. Assim como também há de haver novos caminhos a serem escritos, novos lugares a serem descobertos, novos amores a serem sentidos [...] Mas somente uma vida cabe em tudo isso, assim como somente esse momento coube para escrever nestas linhas, que agora já estão escritas! 

Tolice

Palavras escoam entre os dedos
Sentimentos latentes também vão com o vento
Essa vida doce verte em veneno
Verdades frias se tornam mentiras quentes
Andar sem rumo
 Fingir não ser gente
Procurar um caminho
No fogo da mente

Metalinguisticando

 As palavras? Ah, apenas se condensam em  meu cérebro e se evaporam em reticências (...) Quanta metalinguagem pra descrever o que se sente, quando na verdade basta  somente um olhar. Um olhar torto, baixo, escuro, mas um olhar que diga.

2 de outubro de 2010

Falar de cor é falar de coração?

Quantas cores há no arco-irís?
E com quantas cores eu pinto seu coração?
Se falar de cor é falar de coração,
a você ofereço todas as cores de todas as flores,
sem exceção.
A você ofereço o quente do vermelho
misturado ao verde do firmamento.
A você ofereço meu coração monocromático
tão colorido ao seu lado.
Colore meu céu mais uma vez?
Só pra eu saber o gosto que tem a
nuvem branca misturada ao azul anil,
me colore?
Me pinta a seu modo
de cor
a
cor
Mas, não esquece a 
COR
Não esquece a
AÇÃO
Não esqueça meu coração!