8 de julho de 2014

O choro das vuvuzelas

Lá fora, o caos, a greve, a copa. Cá dentro, a aflição, o medo, a angústia. Não existe revolução mais difícil do que a da própria sobrevivência. Andar com fé eu vou, que a fé num costuma faiá!

Fluído

Tô deixando pra trás as águas paradas de dentro de mim.

Sem pena

E dá medo. Medo de crescer sem ter penas. Sem ter pernas.

O trem que se atrasa

Vez ou outra o peito ruge
Rude
E quem vai ou quem fica
É só uma questão
do trem que se atrasa

Dor de cotovelo

E cava. Cava fundo a ferida da mente descuidada. E destampa com as unhas o pseudo curativo que outrora aliviou. Não tem remédio que cure dor de cotovelo.

dedos da mente

é preciso escrever para aliviar os dedos da mente.

Vomifalar

A sorte, ou azar, é que meu coração ainda fala mais alto do que as palavras que tenho vontade de vomitar.