Sorria! Você está sendo filmado.
Sorria! É mais um monitorado.
Sorria! “Welcome” ao sistema.
Sorria! Assista à vida do cinema.
Sorria! Ria, divirta-se, daquilo que não é seu.
Sorria! Aprecie tudo que alguém um dia te prometeu.
Sorria! Para o mundo que te vira as costas.Sorria! À vida que não tem mais volta
21 de fevereiro de 2010
Escrever
A escrita, pra mim, é um protesto
Revela todo meu destino incerto.
Acalma minhas angústias e anseios,
Transforma tudo em devaneios
Essa inspiração surge de repente
Mas há um contexto, uma semente
Cada letra é um passo a frente
E cada poema uma nova corrente.
Vivo a pensar nesse lugar que estou,
Palavras, um lápis,
Logo um poema virou!
Fico a viver o momento assim:
Pensando, escrevendo, vivendo sem fim!
Revela todo meu destino incerto.
Acalma minhas angústias e anseios,
Transforma tudo em devaneios
Essa inspiração surge de repente
Mas há um contexto, uma semente
Cada letra é um passo a frente
E cada poema uma nova corrente.
Vivo a pensar nesse lugar que estou,
Palavras, um lápis,
Logo um poema virou!
Fico a viver o momento assim:
Pensando, escrevendo, vivendo sem fim!
Menino de rua
Mal-ajambrado vai, aquele que não tem pai,
E pelo caminho anda, mesmo não tendo esperança,
Na noite fria o jornal é seu salvador
Incrédulo em suas palavras, mas o fazendo de seu confortador.
Nada e tudo, essa é sua lei, certezas correm
Ontem não existe mais, o aqui e o agora vale um cais
Dois, três ou quatro, devagar pega um baseado
E assim por dois minutos, esquece todo o sofrimento
Rindo, castiga-se os costumes
Urdindo um mundo melhor, consolida-se as atitudes
À espera de uma mão, fica o menino no chão!
E pelo caminho anda, mesmo não tendo esperança,
Na noite fria o jornal é seu salvador
Incrédulo em suas palavras, mas o fazendo de seu confortador.
Nada e tudo, essa é sua lei, certezas correm
Ontem não existe mais, o aqui e o agora vale um cais
Dois, três ou quatro, devagar pega um baseado
E assim por dois minutos, esquece todo o sofrimento
Rindo, castiga-se os costumes
Urdindo um mundo melhor, consolida-se as atitudes
À espera de uma mão, fica o menino no chão!
Naquela época
Eu sou da época que “curriculum vitae”
Era feito à máquina de escrever
E as crianças brincavam de correr,
Liam contos de fada e acreditavam em saci-pererê.
Eu sou do tempo em que se escrevia idéia com acento,
E agora? Meu herói é só um monumento!
O trema, que tanto me incomodava a vida,
Agora não é mais servida!
Eu sou da era do CD, das manhãs assistindo aos
Programas de TV, mas não a T.V. 3D,
E sim a T.V. de caixa, sem controle e nenhuma marca!
Eu vivi na época em que celular era um tijolo,
Custava caro, e só rico que comprava ele novo!
Computador então, era sonho de consumo:
“E você sabe o quê é um PC?
Nunca vi, nem usei, eu só ouço “dizê”!
Mas mesmo assim, eu vivia feliz,
Pegava um lápis, um papel e me punha a escrever.
Hoje, se ocorre um apagão, lá vai meu escrito em vão!
O homem se submeteu à máquina, e sinceramente...
A vida anda tão sem graça!
Saudade não tem idade,
Sinto-me presa, em minha própria liberdade!
Era feito à máquina de escrever
E as crianças brincavam de correr,
Liam contos de fada e acreditavam em saci-pererê.
Eu sou do tempo em que se escrevia idéia com acento,
E agora? Meu herói é só um monumento!
O trema, que tanto me incomodava a vida,
Agora não é mais servida!
Eu sou da era do CD, das manhãs assistindo aos
Programas de TV, mas não a T.V. 3D,
E sim a T.V. de caixa, sem controle e nenhuma marca!
Eu vivi na época em que celular era um tijolo,
Custava caro, e só rico que comprava ele novo!
Computador então, era sonho de consumo:
“E você sabe o quê é um PC?
Nunca vi, nem usei, eu só ouço “dizê”!
Mas mesmo assim, eu vivia feliz,
Pegava um lápis, um papel e me punha a escrever.
Hoje, se ocorre um apagão, lá vai meu escrito em vão!
O homem se submeteu à máquina, e sinceramente...
A vida anda tão sem graça!
Saudade não tem idade,
Sinto-me presa, em minha própria liberdade!
A casa de ninguém que tem no trem
O Sol passa ligeiro entre os vidros desta casa,
a luz que adentra a alma atravessa a vidraça.
Toca o peito de cada ser que aqui está
brotando a esperança para a vida continuar.
Homens, mulheres, crianças...
Todos viram um,
em busca de um lugar nesse pequeno espaço,
em busca de luz, nesse mundo escasso!
Esse é o trem.
Um orvalho
O orvalho da manhã
Me chama a levantar,
Olhando os verdes campos
Eu fico a relembrar:
Da minha gente que trabalha,
Que batalha o dia inteiro,
Sem ninguém pra ajudar!
Oh! Povo cordial
Como aqui não tem igual
Povo que rala, tem garra,
E sempre um sorriso na cara!
Gente cansada,
Da indústria, da fornalha.
Desse trem que não para!
E todo dia
Bate pau, pega lata
Sente o frio da madrugada...
E o orvalho da manhã
Também tende a se acabar
Pelas mãos do cicrano, do beltrano,
Que o pobre irá culpar!
Me chama a levantar,
Olhando os verdes campos
Eu fico a relembrar:
Da minha gente que trabalha,
Que batalha o dia inteiro,
Sem ninguém pra ajudar!
Oh! Povo cordial
Como aqui não tem igual
Povo que rala, tem garra,
E sempre um sorriso na cara!
Gente cansada,
Da indústria, da fornalha.
Desse trem que não para!
E todo dia
Bate pau, pega lata
Sente o frio da madrugada...
E o orvalho da manhã
Também tende a se acabar
Pelas mãos do cicrano, do beltrano,
Que o pobre irá culpar!
Destino
Sinto-me como uma folha sobre o rio
Como uma pipa no ar,
Meu caminho é um mero fio,
Sou, logo, um pássaro a voar!
Cores diversas tingem meu ser
Caminhos estreitos me levam a crer:
A vida é uma difícil entoada
Flores e espinhos compõem essa estrada!
Olho as nuvens em minha cabeça
Formando castelos, bruxas e princesa.
De repente as nuvens começam a chorar
Um príncipe trigueiro vem me buscar
“Oh”! Meus sonhos de criança,
As promessas de minha infância”.
O Sol, amigo faceiro, logo vem me lembrar:
“Amiga, querida criança, seu príncipe
Vou ter que levar!”
De repente o dia clareia e tudo volta ao seu lugar!
Como uma pipa no ar,
Meu caminho é um mero fio,
Sou, logo, um pássaro a voar!
Cores diversas tingem meu ser
Caminhos estreitos me levam a crer:
A vida é uma difícil entoada
Flores e espinhos compõem essa estrada!
Olho as nuvens em minha cabeça
Formando castelos, bruxas e princesa.
De repente as nuvens começam a chorar
Um príncipe trigueiro vem me buscar
“Oh”! Meus sonhos de criança,
As promessas de minha infância”.
O Sol, amigo faceiro, logo vem me lembrar:
“Amiga, querida criança, seu príncipe
Vou ter que levar!”
De repente o dia clareia e tudo volta ao seu lugar!
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