Abraço dado ao ar gelado
Se vai com o tempo
O mar salgado
Cria vela
Vela o morto.
Na madrugada de pedra dada
Tapa-se a lua com a peneira
Pra ver mais uma vez
Que eclipse lunar
Em costa alta
Faz olhar puro virar penumbra.
E braço e perna vão se embora
Como tudo que demora
Numa rua cochilando
De zóio aberto caindo aos pranto
“Dia desses eu passo lá
Dou um abraço no pai, nas vizinha e tudo mais
Dia desses eu volto aqui,
Vejo ocê, pego minhas coisa e vou sumi”
E depois de abraçar o mundo
Volto sempre pro moinho.
De pedra. De escárnioo.
Moinho de mim...
Moído.
Ardido em chamas de fumaça
caídas naquela praça de desgraça!
caídas naquela praça de desgraça!