1 de julho de 2011

Mim

É como escrever uma página a cada dia, sem saber se amanhã este livro terá continuação. Por isso, às vezes, é preciso resumir, resumir-se, se resumir. Mas, pode também se inventar . Em uma folha de papel ou de árvore. Resumir-me. Inventar-me e ficar, finalmente, perto de mim. Bem dentro. Mesmo se for bem de levinho. Sentir-me, ainda, como aquela velha folha sobre o rio. Só que agora atravessando também mares e marés. Sobre o oceano e por todo ar que por minha cabeça passa. E sonhar voos planos, sem ordens de pousada. Pousar em mim já basta (será?)

2 comentários:

  1. Vagner de Alencar2 de julho de 2011 17:16

    Escrever é reinventar-se diariamente. É no papel, colocar mais uma página, um capítulo de nós. De fato é esse seu "mim".
    Beijos

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