15 de novembro de 2015

Eu Te Encontro

Você, que não era senão um olhar cruzando os tantos, outros, nas multidões diárias das áreas de mim. Você, que era, depois, palavra, amontoado de sílabas, aparecendo e se desmembrando diante dos meus olhos cerrados. Você, que, então, era distante - nas horas, no tempo, dividido em, de novo, palavra. Você que era, foi, esteve, agora está - nas palavras que flutuam nos oceanos do meu pensamento de olhos cerrados das áreas diárias, trenziárias, metroviárias da multidão que nunca, nunca para, mas eu ainda Te encontro. 

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